sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Hoje acordei tão bem que até estranhei.


Coloquei um dos meus melhores vestidos, subi num salto altíssimo, caprichei na maquiagem.


Sorri tanto!


Abracei tanto meus amigos, disse tanto te amo pra eles e pra Joy.


Poderia morrer hoje que morreria feliz, só faltou falar com meu pais...


Eu me encanto com as surpresas da vida, me encanto em saber o q me aguarda.


Em ter que aproveitar cada dia como sendo o último, porque realmente pode ser.


Hoje completa 11 anos que me casei e exatos 2 anos que me separei.


Exatamente, eu me separei no dia em que completei ou completaria 9 anos de casada.


Não me arrependo de nada que fiz nessa vida.


Me arrependo sim, de tudo aquilo que eu deixei de fazer:


Dos sorrisos que não dei, das lágrimas que não chorei, dos amores que não amei, das bocas que não beijei, das amizades que não fiz.


Eu ainda não sei o que eu quero da vida e é bem provável que eu chegue aos quarenta sem saber, rs.


Isso me deixa feliz!


Te confundi? Qualquer dia me peça pra explicar e eu te explico.


Hoje eu quis um grande amor, hoje eu invejei quem tem alguém que pode chamar de seu.


Hoje eu quis ter alguém pra abraçar e beijar.


Não tinha.


Não tenho.


Não apareceu.


Mas eles estavam lá, eles sempre estão.


Eu os abracei e os beijei. E eles são meus, isso ninguém pode mudar.


Não existe coisa mais valiosa do que um amigo.


Cada um deles vale mais do que dez amores.


O dia acaba, daqui a pouco outro aparece.


Eu só sei que vale a pena.


O essencial é invisível aos olhos!



Jackie








quarta-feira, 28 de outubro de 2009


Não me peça para descrever o meu sentimento. Como sempre, ele é intenso e confuso.


Mas eu me divirto em pensar como as coisas acontecem, me divirto e até dou risada.


Mas também me chateio muito de ser culpada por algo que não fiz.


Mas o sentimento mais constante com certeza é a raiva.


Raiva de como o ser humano é falso.


Raiva de como o meio que vivemos nos leva a não sermos aquilo que relamente somos.


Raiva porque a maioria das pessoas vivem uma mentira.


Raiva porque, por mais que eu queira, isso nunca vai mudar.


Mas a vida continua.


Bola pra frente.


Não é uma coisa tão pequena que vai me abalar.


Ainda assim vale a pena. Ainda assim posso confiar nas pessoas.


Ainda assim quero novos amigos.


E quando der... quero um grande amor.






Jackie








terça-feira, 20 de outubro de 2009


Às vezes é preciso parar e repensar.

Às vezes depois de parar e repensar é preciso correr.

Correr para dizer ao corpo quem é que manda.

Correr para por as idéias em ordens.

Correr para cansar o corpo que insiste em trabalhar.

E depois de correr nada como se jogar nas piscina.

Mergulhar até o mais fundo que dá.

Então voltar e admirar o céu estrelado da minha cidade maravilhosa.

E por fim pensar que tudo na vida é vão... mas isso, ah, isso vale a pena.


Jackie

quarta-feira, 14 de outubro de 2009




Ao som da sua voz os pássaros cantam.

O olhar ousado faz com que as matas se balancem.

O balançar dos cachos rebenta a face do porvir.

O caminhar dançante faz nascer a primavera palpitante em meio a tristeza do dia.

O brilho da alma trás o azulado do horizonte ao coração machucado.

A força da amizade faz nascer sempre uma nova paixão.

Ao som da sua melodia não só acorda a mocidade, mas traz vida atraente ao dia apático.

O desejo de viver revela o melhor ao outro que já desistiu.


(Poema que alguém escreveu pra mim, rs.)

domingo, 11 de outubro de 2009


Encontrei umas amigas um dia desses e saímos para beber alguma coisa e conversar.

Antigamente eu conversava com minhas amigas sobre marido, filhos e casa. Hoje em dia, nada disso. Falamos de homens, sim, falamos muito de homens, falamos de roupas, falamos das nossas ambições profissionais, falamos de carros, de celular, de música.

A vida já não é mais a mesma, ainda não tenho a minha resposta se ela está melhor ou pior agora. Mas isso não importa muito, pelo menos não agora.

O bom da vida de agora é que nos tornamos participantes do mundo. E homens, na boa, cuidado, porque as coisas realmente estão mudando.

sábado, 29 de agosto de 2009

TUDO MUDOU...

Tudo mudou ...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique,
interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping

O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween

O Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?

Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz

E a sociedade ficou incapaz... ...
De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

(Luiz Fernando Veríssimo)
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Falando de roupas...


Engraçado como as pessoas acham que roupas mudam as pessoas... Rs... Entenderam? É, quando passa aquele homem de esporte-fino, barba feita, ar de intelectual, super estiloso, todos olham como se fosse uma pessoa superbem sucedida. Olhar diferente é destinado a aquele que passa, com roupas mais largas, camiseta mais folgada, boné ou touca na cabeça, com o gingado diferente. Este, já recebe um julgamento preconceituoso.


Diz a etiqueta que pra cada ambiente se existe uma roupa apropriada e seguir essas regras denunciam o seu grau cultural. Viver em sociedade remete submeter-se as normas, que diz que pessoa arrumada tem cultura, não arrumada não tem cultura ou simplesmente não sabe se vestir. Então o correto é todos nós uniformizarmo-nos. Esse é um dos princípios de viver em comunidade, todos ficaram felizes, arrumados, coerentes e “chiquetosos”.


Mas sempre tem um idiota (eu adoro esses idiotas) que resolvem se vestir errado na hora errada. Então desperta o comentário geral “como fulano é sem noção!”, “Fulano não entende nada de moda”, “Eu acho que Fulano quer aparecer!”. A partir desse momento a impressão dessa pessoa está registrada: Fulano é sem noção, falta-lhe bom senso. Bem, o mais engraçado é que na cultura ocidental prega-se que somos livres pra sermos o que quisermos e podemos fazer o que quisermos: Viva o capitalismo!!! Mas nas roupas não, existem regras a serem seguidas, padrões a serem incorporados. Penso eu, que roupas não dizem coisa alguma. Não dizem se o sujeito é ou não intelectual, é ou não é rico, é ou não é crente, se a mulher é ou não é vulgar...


Para mim roupa não diz coisa alguma. Roupa são panos que cobrem uma pessoa e ela faz as combinações que gosta. Ponto. Mas acontece que ser uma pessoa livre nessas questões desperta comentários e você pode virar motivo de risos. Depende de até que ponto você é uma pessoa alternativa. Até que ponto está disposto a viver abaixo da sociedade, ou acima (depende do ponto de vista). Bem o fato é que para cada indivíduo, há um gosto diferente relacionado ao jeito de vestir; que nada tem a ver com sua sabedoria, moral e ética. Cada um devia vestir apenas o que gosta e não o que tem que ser vestido.O objetivo desse texto não é que você deixe de usar o que gosta, mas que pare de julgar o sujeito pela roupa que ele veste. Existem muitos incultos engravatados e chiques, e muito maloqueiro intelectual, existe mulher que usa roupa curta, porém, tem caráter e outras que cobrem o corpo inteiro, mas, é “conhecida” pelo bairro inteiro.


Use o quiser onde quiser e como quiser. A imagem que você quer passar pra pessoas, passe-as pelos seus atos e não pelas vestimentas.


Seja apenas você, vista-se pra você.

Henry hereginho

quinta-feira, 30 de julho de 2009


É estranho como em um momento você passa por um lugar e está alegre e eufórica e depois de pouco tempo você passa pelo mesmo lugar e está chateada e decepcionada.

Escolher novas portas tem também suas conseqüências ruins. Arriscar o que nunca foi arriscado, investir no que nunca foi investido, fazer o que nunca foi feito. Nem sempre o novo é agradável, mas com certeza, no novo sempre há um aprendizado.

Eu não me arrependo do que fiz, talvez um dia eu me arrependa das vezes que não arrisquei. Ainda acredito que o segredo está no equilíbrio das coisas, o segredo está em não exagerar em nada.


Hoje, quando outra oportunidade como essa vier, talvez eu já não me empolgue tanto e coloque toda minha expectativa. Agora é hora de voltar os pés no chão, de tomar as rédeas novamente e de continuar a vida.

O que tiver que ser, será!

segunda-feira, 29 de junho de 2009


"Um covarde é incapaz de demostrar amor,

isso é privilégio para os fortes."

Mahatma Gandhi


Dentro da religião esconde-se as verdadeiras sombras. Fui criada numa igreja tradicional, meus pais ávidos por seguirem um cristianismo "santo" sempre exigiam de mim o exemplo para todos os outros e nessa "santidade" demonstrar fraqueza estava fora de cogitação.


O amor, no cristianismo neopentecostal, é pregado como algo que precisamos ter para a salvação, mas na vida diária, não é vivido e por muitas vezes é sinônimo de fraqueza. É claro que ninguém admitirá isso, mas a verdade é essa, e eu afirmo porque vivi pessoalmente esta realidade.


Hoje já não penso e tento não viver como antes. Eu quero demostrar amor, eu quero ser e mostrar que sou frágil a necessidade do meu próximo.


Meu coração anseia em abraçar o que está triste, em chorar com aquele que chora.


Antes eu achava "bobo" dizer eu te amo toda hora, hoje eu acho que o ser humano precisa disso.


Antes, quando eu conhecia alguém sentimental eu o chamava de fresco, hoje eu acho que ele é mais feliz do que eu com esse meu coração de pedra.


Muita coisa me ajudou nesse processo de mudança, muitas pessoas me ensinaram isso.


A frase acima de Gandhi foi uma delas, a Érica, minha cunhada, foi outra, muito especial, ela é super carente e demostra sempre muito afeto e também demostra quando precisa de afeto. Em outras épocas eu a chamaria de fraca, hoje eu a admiro, eu aprendi com ela a abraçar, a sorrir para os amigos, a acariciar o carente, a dizer sempre o quanto as pessoas são importantes pra mim, a repetir inúmeras vezes "Eu te amo", "Você é especial pra mim".


Tenho tentado cada dia ser menos covarde e demostrar mais o que eu sinto, afinal de contas, qual o problema em admitir que amo você? Qual o problema em me entregar para as pessoas, mesmo com a certeza de que um dia me frustrarei?


Quero ser forte o suficiente para sempre que eu quiser dizer, sem medo:"EU AMO VOCÊ"!

domingo, 31 de maio de 2009

Eu não esperava tão rápido, eu não esperava que fosse agora tão cedo.
Eu sabia que cedo ou tarde isso aconteceria, eu sabia que cedo ou tarde me magoaria.
Mas eu pensei que isso demoraria mais.
É uma pena que tenha dado errado. É uma pena que tenha que ser assim.
É uma pena que você tenha escolhido este caminho.
Eu estava feliz com você e você me tinha completamente sua.
Mas, a vida continua, o luto passou e a vida continua.
Quero me achar novamente no meio de tudo isso que foi tão rápido e que me desorientou.
Quero curtir os momentos que fico sozinha, que agora serão maiores.
E principalmente, quero amar mais uma vez.
Quero me apaixonar como se nunca tivesse sido magoada.
Amar como se não existisse amanhã e se o amanhã vier, amar mais uma vez.
Jackie

segunda-feira, 18 de maio de 2009


Eu queria você, era apenas isso.

Não tinha tristeza, não tinha melancolia, não tinha angústia.

Tinha apenas a falta.

A falta que você me faz agora que me acostumei com seu abraço.

A falta que você me faz por não me fazer rir naquele dia.

A falta que você me faz por não ter uma boca quente pra me beijar.

Eu simplismente estou envolvida e quero que isto seja intenso.

Eu não sei me entregar pela metade, portanto agora já sou sua.

Eu não sei mentir e ser falsa, então se estou com você é porque quero estar com você.

Toda esta dureza que parece existir, não existe, é apenas um jeito de não me magoar.

Mas agora já foi, já não me interessa a mágoa, não me interessa o sofrimento.

Decidi estar com você e isso implica em ser feliz com você.

Eu sei do risco que corro em sofrer mais uma vez.

Eu sei do risco que corro em estar me enganando ou te enganando.

Mas eu escolho este risco.

Eu quero viver este momento com você.

E por favor, não faça mais isso comigo.

Não me faça sentir sua falta, eu simplismente não gosto, rs.




Jackie

domingo, 3 de maio de 2009

"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação.
Pois a sua consciência é o que você é,
e a sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, é problema deles".

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim (...)

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta (...)

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade (...)

Tenho amigos para saber quem eu sou (...)"
Eu sou a Jackie.

Falo muito.

Riu alto.

Sou manhosa.

Corro (a pé e dirigindo).

Fico com raiva de bozos.

Amo meus amigos.

Lamento pelos meus inimigos.

Sou chata (diz a Érica).

Amo a vida.

Não comprei minha carta de motorista, rs.

Trabalho muito.

Adoro praia.

Roubaram meus patins.

Amo ver o por-do-sol.

Leio livros.

Escuto boas músicas.

Já usei piercing.

Odeio falsidade.

Não gosto de ser adulada.

Mesmo que doa, gosto da verdade sempre.

Tenho muita energia.

Quero um grande amor.

Sou decidida.

Super prática.

Curto cinema e teatro.

Adoro a noite de São Paulo.

Amo minha família.

Caminho sozinha pela Paulista.

Nunca vi o céu por um telescópio.

Ainda vou fazer uma tatuagem.

Quero escalar uma montanha.

Pular de pára-quedas ou coisa parecida.

Amo uma comédia romântica.

O medo me dá coragem e me impulsiona.

To aprendendo a gostar da quietude.

Amo poesia, Vinícius de Moraes, Drummond, Pessoa, Buarque.

Quero ler mais biografias.

Gostaria de conhecer o Rio de Janeiro.

Adoro novas amizades.

Tenho alguns medos.

Sofro sozinha e quietinha.

Adoro poder ser eu mesma!!!



Jackie

Sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amores e desamores
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária
Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião
Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
O forte sexo fraco

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Eu não gosto disso, não gosto de dias como hoje.
Não gosto de me sentir como hoje, como se a vida não tivesse graça.
Eu gosto de sorrir, eu gosto de ser feliz.
Mas hoje, hoje estou de luto, hoje estou com o coração pesado.
Hoje estou com vontade de me esconder, de ficar quieta e sozinha.
Não quero promessa hoje, não quero amores, não quero palavras.
Quero o silêncio e a solidão, quero que o meu eu me baste.
Que a minha mente se aquiete e pense em nada.
Veja a escuridão da noite, chore por nada.
Eu quero ficar sozinha, eu e tudo isso que há dentro de mim.
Jackie

terça-feira, 21 de abril de 2009




" Odeio o modo como fala comigo

E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo

Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...

Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar

Mas eu odeio principalmente

Não conseguir te odiar
Nem um pouco

Nem mesmo por um segundo

Nem mesmo só por te odiar. "

sexta-feira, 17 de abril de 2009


Eu simplismente sou apaixonada por praia.
Não me questione o porque exatamente.
Mas eu me encanto com o mar, seu barulho, sua infinidade.
O sol que brilha forte e se reflete na água.
E quando ele vai embora?! Nossa os melhores pores de sol são os praianos.
A quietude, a tranquilidade e a liberdade que sinto são atraentes e eu me sinto única.
Única, segura e feliz. Claro que eu queria que fosse com você, mas se não der eu fico sozinha.
Jackie

segunda-feira, 13 de abril de 2009



"Se sofro uma decepção, significa que ainda sei amar!"

Um sentimento tão ruim me deixou tão bem hoje, rs.

Eu sei, devo ser louca.

Mas eu já esperava por isso, eu sabia que cedo ou tarde eu ia acordar e perceber que o mundo não é perfeito, não como eu estava vivendo; era conto de fadas.

Há muito tempo não sentia essa dor e senti-la hoje me fez perceber que estou viva, rs.

Que ainda acredito nas pessoas, que ainda sou capaz de amar!

E quero ser assim sempre: amar como se nunca tivesse sido magoada.

Eu vou me entregar todas as vezes que quiser, vou sorrir ou chorar, sofrer, sei lá.

O que eu quero é viver! Brincar de ser feliz!

!!Amo a vida!!

Jackie

domingo, 5 de abril de 2009


Minha liberdade
Dentre o que posso te oferecer
Te ofereço minha liberdade
Ainda tímida, recém saída
Do invólucro da invisibilidade
Que a mantinha prostrada
Débil , escondida

Te ofereço meus sentimentos inacabados
Ainda não burilados
Em minhas portas e janelas
Há muitas crenças abauladas
Muitas vontades
Em becos fétidos guardadas

Preciso sorver a essência da amenidade
O brilho tenaz da humildade
Não há sapiência
Na vaidade
Não há vida
Sem verdadeira serenidade

Interessa-me a alma
Despretensiosamente vestida
Quero trocar o casaco de pele
Pela blusa velha , puida
Leve e despojada
Num encontro decisivo com o nada

Calço a consciência
Com chinelos surrados
Desafrouxo os cintos apertados
Deixo os pés descalços simplesmente
Ainda que por um evaporável instante
Do meu caminhar errante

* Úrsula A. Vairo Maia *