terça-feira, 20 de março de 2012

Não precisamos de muito pra ser feliz. Basta ser amado e ter quem amar. A felicidade é consequência disso.

Quando somos jovens queremos o mundo inteiro e acreditamos que assim seremos felizes. Acreditamos que a felicidade se esconde numa boa casa, em boa educação, em um bom celular ou o melhor carro.

Mas de repente, algumas poucas pessoas, tem a alegria de descobrir que nada disso nos satisfaz, que a vida passa logo e que o que realmente fica são os momentos que passamos com quem amamos. Seja sozinhos, conosco mesmo, seja com o amor da nossa vida, seja com nossos pais, seja com nossos filhos ou com nosso amigos queridos.

Descobrem que nada mais importa quando se tem quem gosta por perto e quando se deixa ser amado.

Sabe tudo isso pelo qual você luta?

Então, isso um dia morrerá. Acredite isso morrerá.

Trabalhe para ter o suficiente, nem pouco, nem demais, apenas o suficiente para agora e para uma velhice razoável. Mas, não troque, de modo algum, as coisas simples por isso. Se pra ter o carro do ano você precisa abrir mão de 30 minutos brincando com seus filhos, decididamente, tenha um carro de 5 anos atrás e brinque com seus filhos.

Se pra comprar um apartamento luxuoso no litoral você precisa sacrificar seus finais de semana, decididamente, junto uns amigos, alugue uma casa há 30 min. da praia e vai curtir a bagunça.

Visite os seus pais com frequência. Fale sempre com seus irmãos. Diga que ama sem medo. Diga que tem saudades e se valorize, ame-se, cuide-se, viva!

Pra que no dia que você encarar a escuridão você diga pra si mesmo: valeu a pena e se desse eu faria tudo outra vez.

Felicidade só pode ser isso...


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Eu devo ter sido uma ex-mulher ou mãe solteira muito "do mal" na minha outra encarnação ou o Divino insiste em querer me ensinar alguma coisa que ainda não aprendi.

Não gosto de situações que despertem o mal dentro de mim, porém algumas vezes ela são inevitáveis.

Fazia tempo que eu não chorava, ontem eu chorei.

Chorei a miséria de ser esse ser humano que tenta se livrar de si mesmo e não consegui. Ontem eu desejei que alguém morresse e não disfarcei pra Deus (nem dá). Eu não tento me enganar, dizendo que sou por toda boa pessoa, tenho meus momentos de ódio, como todo ser humano.

E, por mais que adormeça o leão que tem dentro de mim, uma hora ou outra, alguém joga uma pedrinha e ele acorda e, acorda furioso por tido seu sono atrapalhado.

Eu questiono o por que existe o mal e o bem. Nunca tive uma resposta contentadora.

Hoje, meu coração está pesado por ontem, mas o que fazer? Eu me pergunto.

Tem coisas que são inevitáveis.

Quando eu ler isso daqui uns anos eu sei que eu vou me recordar exatamente do que estou dizendo. Espero já ser madura o suficiente pra apenas sorrir e pensar como eu era boba.

Enquanto isso, nada de farsa, nada de mentira. Essa sou eu e vão (vou) ter que engolir.






Jackie

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Se hoje eu pudesse definir meu dia com uma palavra, seria: triste.

Eu queria tanto entender por que você junta tudo, tudinho e de repente explode. Por que você se preocupa com o que não tem que se preocupar e constantemente duvida do meu amor.

Eu queria entender porque o nosso amor é tão bonito e ao mesmo tempo dói tanto. Queria entender tanta coisa. Queria entender porque o cósmo e as pessoas fazem de tudo pra nos separar. Por que a felicidade de nos ver assim, destruídos.

Eu estou tão triste com tudo que você me disse. É como se uma faca estivesse cravada no meu peito nestas últimas horas. Eu nem lembro como tudo começou, mas sei como as coisas acabaram. E posso imaginar como elas ainda acabarão.

Talvez tenha que ser assim mesmo. Talvez não é pra ser ou é. Quem poderá dizer. Não vou simplesmente colocar a culpa no destino. Nós fazemos nossas escolhas. Nós decidimos nossos caminhos.

Ontem eu decidi chorar. Hoje eu escolho remoer e deixar doer.

Só queria que você soubesse que por mim não era pra ser assim...



Jackie

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Quero escrever porque me faz bem. Escrever porque é como se a minha melhor amiga fosse eu mesmo e escrevendo eu recebo seus conselhos. Escrever pra deixar as emoções saírem de mim e irem de encontro comigo mesmo. Porque escrevo pra mim mesmo.

É como um fogo que arde, falta-me ar e as vezes falta-me as pernas. O juízo foi embora no dia em o amor me possuiu. Logo eu, quem diria. Eu corri dele, como o Diabo foge da cruz. Mas ai tem uma hora que não da mais.

E as consequências são essas. Noites sem sono. Insegurança. Medo. Um nó na garganta. Uma dor no estômago. Uma perda de apetite.

Sabe quando você tem o controle de tudo nas mãos? Então, isso não é quando está amando. Quando se ama é como andar numa corda bamba ou pular de paraquedas pela primeira vez. A gente não sabe como se equilibrar e nem onde vai dar. A gente tem que fechar o olho e pular. E isso, na prática, é doloroso.

Mas o poeta diz que é infeliz quem não tem alguém pra amar. Ele deve sabe do que está falando. Eu ainda não sei. Mas, por vezes, tenho minhas dúvidas! Esse danado machuca muito.

É claro que tem seus momentos bons! Ah, ser amada é tão gostoso. Te a pele de quem se deseja junto a sua é tão especial e único. Os beijos com amor são mais quentes e queimam a alma. As tardes de chuva se tornam gostosas. As noites passam rápidas. Saber que em algum lugar alguém pensa em você. Que alguém deseja sua presença. Ter um amigo pra compartilhar o bom e o ruim. Alguém pra te aguentar de TPM. Pra te ver nos dias que você se senti poderosa.

Ter alguém pra compartilhar a vida! Hum, que gostoso.

Acho que o poeta tem razão: só feliz quem tem alguém pra amar.



Jackie (mais apaixonada que nunca)

sábado, 16 de abril de 2011

" Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença."


Clarice Lispector

quarta-feira, 9 de março de 2011


Existem várias dores...


Machucar...


Bater...


Morrer...


Mas a saudade é a dor maior!




E, mais dolorida ainda,


é a saudade de quem se ama!


Da pele.


Do cheiro.


Do beijo.


Da presença.


Da ausência.




Quando o amor acaba,


Pra quem fica amando,


Sobra saudade!




Saudade de não saber.


De não saber o que ocorre


Com quem se ama...




Saudade de não saber.


Não saber o que se fazer


Com os dias longos que sobram!




É enterrar o pensamento


Em coisas vãs...


Saudade é chorar ou sorrir


Numa música...


Saudade é o silêncio


Da ausência.


É não saber...


É querer saber...


Saudade... é o sempre doer!




Saudade é um pouco como fome.


Só passa quando se come a presença.


Mas às vezes a saudade é tão profunda


Que a presença é pouco:


Quer-se absorver a outra pessoa toda.


Essa vontade de um ser o outro


Para uma unificação inteira


é um dos sentimentos mais urgentes


Que se tem na vida.



Clarice Lispector


sexta-feira, 4 de março de 2011

" Me perco, me procuro e me acho.

E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar." Clarice Lispector



As coisas acontecem quando elas têm que acontecer. Através de minhas poucas experiências sinto que a Vida me direciona sempre para um caminho, como se uma coisa levasse a outra. Se eu tivesse assistido Comer, Rezar, Amar uns dias antes do dia que assisti o efeito teria sido outro. Li algumas críticas negativas sobre o filme, na boa, não entendo por que as pessoas ainda esperam que filmes sejam fiéis 100% à livros; pra mim as pessoas não viveram ainda (ou não viverão) o que a autora viveu e por isso não entendem muitas coisas. Me sinto muito feliz de perceber que em tão pouco tempo (28 aninhos) eu aprendi muito sobre a vida. Uma das coisas que aprendi é que sempre tenho muito o que aprender, nunca sou a dona da verdade absoluta, vezes acho que 2+2 é igual a 4 e por outras tantas eu dou a vida dizendo que 2+2 é igual a 5. Estar preparado para esse vai e vem, essas mudanças na vida me trazem um equilíbrio imenso e uma facilidade grande de não odiar ninguém e quando não estou preparada faço como Clarice: enlouqueço e deixo rolar. Desde os meus 11 anos de idade eu acredito em Deus, com meus 13 anos eu tive uma experiência que muito marcou minha vida ao ler o livro Conhecer Jesus é Tudo de Alejandro Bullon, simplismente comecei a ter um relacionamento com alguém que eu não via, mas que me fazia sentir muito bem. Vivi mais de dez anos numa religiosidade cega, porém em constante evolução, uma vez que sou bicho birrento e não me conformo em apenas seguir as regras que me ditam, fui atrás ano após ano de acreditar realmente naquilo que eu vivi e isso só me rendeu benefícios. Assisti filmes, li livros, reportagens e opiniões, visitei lugares, passei por experiências, conversei com pessoas que pensam diferente de mim e hoje me sinto muito feliz. Como a autora do livro fiz uma "viajem" a procura daquilo que não sabia que me faltava e hoje me sinto plena. Aos 16 anos, ainda religiosa me casei e como boa cristã me dediquei ao marido, aprendi as coisas de casa, mas não desisti da minha busca, existia algo a mais e eu estava disposta a encontrar. Fui mãe aos 20 anos, criei uma filha que não era minha por seis anos, uma experiência que me rendeu muito aprendizado e frutos que hoje colho com prazer. Mas, a minha viajem começou mesmo aos 25 anos, quando resolvi terminar meu casamento e me encontrar. Até então eu tinha vivido o que me diziam que era o correto, agora eu tinha sede de encontrar o meu correto e assim foi. Conheci pessoas muito diferentes, pessoas mais novas, pessoas mais velhas, pessoas que curtiam rock, pessoas que curtiam samba, pessoas que liam, pessoas que não estudavam, pessoas pacatas, pessoas ousadas, pessoas com muito recursos, pessoas sem nada. Descobri, depois dos meu 25 anos, o prazer de comer, hum (longo suspiro) e como isso é gostoso. Experimentei, sem medo, tudo que me veio a frente e que nunca tinha comido. Comida japonesa, árabe e várias saladas e carnes que nunca tinha tido coragem. Descobri o prazer de estar em casa sozinha, cozinhar algo que gosto e comer junto com um vinho ouvindo músicas que gosto. Descobri o prazer de sair a noite e caminhar por São Paulo, como se o mundo fosse meu e brindar a liberdade que tenho. A parte mais difícil foi me entregar ao amor, porque o medo de perder o equilíbrio ou as rédeas da minha vida era muito grande e com certeza o danado do amor me atrapalharia. Mas, não muito demorado pensei:"Oras bolas Jackie, se der tudo errado novamente é só começar mais uma vez. Não seria esse medo de se arriscar que me nos põe a perder muitos prazeres e alegrias na vida, que por me livre dos males também me impede de viver muitos bens?" E ai eu me joguei. Eu não procurei ninguém pra me completar ou pra me dar algo que eu precisasse. Eu simplismente estava andando num certo caminho, muito feliz por sinal, e ai, encontrei outro alguém no caminho, que seguia na mesma direção e ele disse:"que tal caminharmos junto" e eu respondi: "por que não?". Pode ser que em algum momento ele ou eu resolva mudar o caminho e o outro não queira mais acompanhar, pode ser que caminhemos juntos até o fim das nossas vidas, quem sabe? As pessoas mais interessantes chegam aos 40 anos sem saberem ao certo o que querem da vida. Equilíbrio. Um dia de cada vez. Respeito. Amor próprio. Música. Comidas. Família. Prazeres. Amigos. Tudo isso se chama vida. A vida não se tornou perfeita desde então, mas posso assegurar que sou feliz. Ainda me perco muito, ai me procuro e me acho. E quando necessário eu simplismente enlouqueço e deixo, literalmente, deixo rolar.Coma, Reze, Ame!
Jackie

sábado, 26 de fevereiro de 2011


Pela primeira vez eu tive vontade de escrever sobre isso:



Eu estou amando, rs.


Porque todo dia eu acordo e a primeira coisa que faço é procurar você na cama.


Porque eu adoro ouvir seu bom dia e ver seu lindo sorriso.


Porque eu passo o dia morrendo de saudades e querendo te ver logo.


Porque seu cheiro me deixa paralisada e ouvir sua voz faz meu coração acelerar.


Porque eu penso em como seria um filho nosso.


Porque eu sei o quanto você é lento, manhoso e dependente e mesmo assim eu quero morrer ao seu lado.


Porque não consigo mais me ver e não te ver.


Porque eu adoro quando você faz café da manhã e coloca sertanejo pra eu ouvir, rs.


Porque eu não consigo ficar sem ouvir você no pé do meu ouvido dizendo que me ama.


Porque não tem mais graça nenhuma dançar forró com outra pessoa.


Porque você é o único moreno que cheira meu cabelo e beija meu cangote, rs.


Porque você ri de tudo parecendo uma criança.


Porque eu nunca te vi mal humorado.


Porque eu escuto músicas de amor e só penso em você.


Amo, porque amo ué, não é assim que o amor deve ser?


Amo você Re.






Jackie






sábado, 19 de fevereiro de 2011


A vida passa muito rápido.


" Não tenho tempo para lidar com mediocridades.


Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.


Não tolero gabolices.


Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.


Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo.


Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.


Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".


Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.


Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos."


Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.


Quero viver ao lado de gente humana, muito humana.


Que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge da mortalidade e defende a dignidade dos marginalizados.


Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar esse amor sem fraudes. Nunca será perda de tempo.


O essencial faz a vida valer a pena. "



. . .


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


O meu mundo realmente sempre foi muito colorido.



Sempre pensei que vilões e loucos eram personagens de filmes e novelas.



Mas, infelizmente, hoje convivo com pessoas que posso dizer que são ruins de verdade. Pessoas que o prazer está em ver o outro sofrer.



Pessoas incapazes de olhar para o outro com o mesmo olhar que olha pra si mesmo e perdoar pensando que, assim como ela, o outro tambem tem a grande facilidade de errar.



Eu me impressionei com essas duras realidades e pude imaginar o quanto essas pessoas não são felizes. Porque eu insisto em não acreditar que essas pessoas deitam no travesseiro e se sentem bem. Que essas pessoas acordam pela manhã e acham o dia lindo. Eu duvido que elas conheçam o que é amor de verdade.



Mas o que me assutou mais não foi os outros, mas sim, eu mesmo. O quanto eu consigo, com facilidade, deixar crescer rapidamente dentro de mim sentimentos de ódio e vingança. O quanto eu sou fraca diante dessas coisas.



Eu me assusto no mal que eu consigo produzir e nos planos que minha mente consegue tramar. Assim como o outro, eu também sou totalmente humana e o mal está arraigado em minhas entranhas.



Agora eu tenho uma escolha a fazer e duas opções: continuar sendo eu mesmo ou me tornar tão amargurada quanto quem eu conheci hoje.



Se eu procurar, encontro vários motivos de serem como são: traumas de infância, falta de carinho, ausência de pai ou mãe, amarguras que não foram tratadas, criação, entre outras.



Se eu quiser eu encontro facilmente motivos para que eu me torno assim.



Mas...



Eu ainda escolho ser eu mesmo.



Vivi isso uma vez e hoje colho frutos bons da minha escolha.



Sou capaz de fazer isso novamente.



Escolho perdoar quando for ofendida, escolho retrucar o mal com o bem, escolho sorrir mesmo que seja para meu inimigo, escolho prosseguir minha vida independente do mal que me façam, escolho tentar amar e amar acima de tudo.



Se eu quiser eu também tenho a capacidade de fazer o bem. Seu eu quiser eu posso não odiar.



Eu nasci com a essa capacidade, a escolha é minha.



No demais, eu continuo na perseverança de sempre ser feliz!



Afinal de contas o que importa é isso!



Jackie

domingo, 12 de dezembro de 2010

Não tinha noção que a coisa era sério assim. Não imaginava ainda o poder que posso ter sobre as pessoas. Uma empresa. Apenas uma empresa. Mas não. A vida de muitas pessoas, isso sim!

Um dia sonhei que seríamos um grande grupo. Um dia quis ser e ter mais do que realmente sou e tenho. Pés no chão Jackie, isso que faltou.

Hoje sofro e sofro muito, porque indiretamente me sinto causadora do sofrimento de muita gente. Gente humilde que conta as moedas pra comer no seu dia a dia. Gente que precisa pagar pensão para não ser preso. Gente que suou o mês inteiro e aguarda ansiosamente pelo seu salário. E pior ainda, gente que a vida (literalmente) depende disso.

Meu Deus, eu penso, o mundo está cheio de boas intenções. Mas ela não é o suficiente.

De-nos capacitade e inteligencia para superar e resolver tudo isso. Trabalho? Dele eu não tenho medo. Mas, não posso dormir com esse peso em minhas costas.


Jackie Jackie

domingo, 24 de outubro de 2010


Tenho que tomar muito cuidado porque estou cercada de pessoas que querem me tornar aquilo que eu não sou.


Tenho capacidade de reaprender a vida se for preciso, mas que seja do meu jeito.


Não gosto de falar muito de mim, mas me sinto empurrada a fazer isso como forma de repensar meus últimos dias.


É uma maneira de reaver meus reais valores e de me lembrar quem eu realmente sou.


Eu amo a vida, sim, E U A M O A V I D A. Claro, que como todos os seres humanos, um dia eu pensei em desistir, eu ja pensei em me matar, mas no final eu vejo que não vale a pena. Amando a vida eu penso todo dia quando eu acordo que aquele pode ser o último, então me esforço pra fazer valer a pena.


E pensando na vida valer a pena a primeira coisa que faço é aquilo que eu gosto, aquilo que me da prazer. Eu trabalho no que gosto. Eu vivo cercada de pessoas que me fazem bem (eu me afasto das mal humoradas e das preconceituosas). Eu como o que eu gosto e visto o que me faz sentir-se bonita.


Pensando que hoje pode ser o último dia eu me preocupo em não magoar ninguém. Porque não gostaria de saber que depois de morta a última lembrança que alguém tem de mim é que a fiz sofrer. Eu me preocupo com as palavras e o jeito de dizer as coisas. Eu procuro o melhor momento e falo como eu gosto que falem comigo. Nem mesmo as pessoas que me dão motivos ou as que me provocam propositalmente me abalam no tratá-las.


Eu sou quem eu sou independente do que õs outros são.


Eu me compadeço dos que tem menos de mim e agradeço muito a Deus tudo que eu tenho, pra mim eu tenho mais do que eu preciso. Eu gosto muito das minhas coisas. Adoro meu apto, mas qdo meus amigos vão lá eu deixo a bagunça rolar solta, se estragarem alguma coisa, fazer o que. Eu tenho meu carro e gosto muito dele. Mas quem precisar eu empresto, já bateram ele em muitos lugares, mas isso não me tira a paz, é apenas um carro. Vale mais os momentos que tenho com as pessoas do que os bens materiais que possuo.


Eu adoro, simplismente adoro dançar. Ontem eu extravasei. Estava com saudades! Adoro dançar e por toda energia que tem dentro de mim pra fora. As vezes eu fico com vergonha como q grande maioria, mas ai logo eu me lembro da frase lá da minha sala: "dance como se ninguém estivesse olhando", e ai logo eu me solto, rs. Reparei que a maioria das pessoas que ficam olhando quem dança é porque não sabe dançar. Então, eu lá e danço. E danço do jeito que me da vontade. Eu escuto, deixo a música entrar em mim e meu corpo vai pra onde ele quiser.


Eu adoro velocidade, altura e tudo aquilo que dá medo. Adoro vencer meus próprios limites e dizer pra mim mesmo que quem manda aqui sou eu. Quando eu fico com medo de fazer alguma coisa, eu penso: O que eu faria se não tivesse medo? Ai eu vou lá e faço. Eu sempre quis ter uma tatoo, me falaram que doia muito, eu fui lá e fiz. Eu ja furei dois piercing. Eu ja pulei de para quedas, já cheguei a 180 no meu carro. Ja bebi de ficar muito louca. E ainda tenho muito sonhos pra realizar. Eu ainda vou tatuar um braço meu inteiro. Ainda vou chegar a 300 p/h num carro. Ainda vou escalar uma montanha. Mergulha no mar. Brincar na neve. Ah, e ainda vou comprar uma Harley e cruzar fronteiras pilotando.


Se você me perguntasse quais são meus planos para o futuro eu diria uns três talvez. O plano mais sério é adotar uma criança. Outro, como eu disse lá em cima, é comprar minha Harley. Mas eu não tenho planos de ter o mundo, ou o último carro que saiu, ou uma casa imensa. Eu não! Eu quero é pé no chão. Os amigos por perto. Cerveja gelada. Cantar. Dançar a noite inteira. Quero abraços apertados e beijos demorados. Quero ver a lua cheia. E ter sempre alguém pra amar.


Um dia tentaram me motivar com dinheiro. Não rola. Eu não faço nada por dinheiro. Eu penso que eu tenho que trabalhar bem e honestamente, o dinheiro, ah, ele é consequência. Eu não acordo um dia sequer pensando: "puts, eu preciso ganhar mais R$, eu preciso ter mais". Quer me motivar? Fale de coisas que me deêm prazer, isso me motiva.


Puts, agora eu queria falar o que eu penso sobre sucesso. Sucesso pra todo mundo é ser Diretor de uma grande empresa, ter um carro zero importado na garagem, morar num condomínio de luxo, almoçar um prato de comida que custe no mínimo R$ 200,00 e assim vai... Sucesso pra mim é ser feliz, é estar bem comigo mesmo. Portanto, para uns o sucesso é um casamento e filhos, para outros é ajudar as pessoas, para outros é trabalhar com paisagismo, para alguns poucos é ter coleções, para outros tocar numa banda. O sucesso é totalmente pessoal, vc tem o seu e eu tenho o meu. Eu não aceito, entenda bem, eu não aceito que outro me dite o que é meu sucesso. Isso é uma coisa que só eu sei o que é pra mim.


Só pra finalizar. Eu não preciso e não quero um cara rico e bonito. Eu quero alguém que eu ame. Como ele vai ser fisiscamente pouco me importa. E sim, eu vou namorar, ficar, transar, casar, terminar, sorrir, chorar, curtir, fugir, correr, saltar, pular, dançar, beijar quantas vezes eu quiser.


Afinal de contas, o que realmente importa é ser feliz!


Jackie Jackie


sábado, 16 de outubro de 2010


Eu não entendo como e por que de muitas coisas.


Tem coisa que a gente explica com contas exatas.


Tem outras que a gente explica com texto.


Mas tem muitas outras que não tem explicação.


A gente é isso: sem explicação.


Não existe um porque, não existe um por causa.


Eu quero você e você me quer. Isso basta.


Porque você sempre me acompanha em tudo.


Bebe comigo.


Dança comigo.


Ri comigo de tudo.


Porque só a gente é como a gente.


Porque ninguém aceita sair na louca.


Porque todo mundo tem o pé no chão.


Porque ninguém topa algo não combinado.


Porque a grande maioria é igual.


E a gente, ah! a gente adora ser diferente.


Talvez dure a vida toda e a gente envelheça juntos.


(Vc careca e barrigudo e eu uma coroa enxuta, rs)


Talvez acabe daqui a pouco.


O que importa é que cada momento a gente vai fazer valer.


E enquanto durar vai ser eterno.


Afinal de contas a vida não é marcada pela quantidade que respiramos.


Mas sim pelos momentos que perdemos o fôlego.


É como se eu me deparasse com um buraco negro que não vejo onde vai dar.


Alguém gritou: Decide logo, pula ou não pula?


Eu ja pulei amor e você?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010


Eu sei, mas não devia.



Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.



A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.



A gente se acostuma a acordar de manhã sobressalto porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.



A gente se acostuma a abrir o jornal e ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.



A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.



A gente se acostuma a pagar por tudo que deseja e de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez paga mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.



A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.



A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, à não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.



A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.



A gente se acostuma para não ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.



Marina Colasanti

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu só queria que você tivesse a coragem de ser você mesmo sempre.

Você me enganou? Ou você realmente queria ter outro eu?

Eu só queria conhecer desde o começo esse eu que realmente você é.

Porque, talvez, apenas talvez, as coisas teriam sido diferentes.

É pedir muito um pouquinho de sinceridade?

Talvez eu te amaria mais, talvez eu te odiaria, mas seria a verdade.

Eu me entreguei ao seu eu falso e me pergunto: Onde isso me levou?

Ou só queria ter te conhecido antes...





Jackie

Eu tentei, mas não deu pra ficar

Sem você enjoei de tentar

Me cansei de querer encontrar

Um amor pra ssumir seu lugar


É muito pouco,

Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio

Me deixa louca,

É só beijar sua boca que eu me arrepio, arrepio


E o pior é que você não sabe que eu sempre te amei

Pra falar a verdade eu também nem sei

Quantas vezes eu sonhei juntar

Meu corpo teu corpo num corpo só


Vem!

Se tiver acompanhado esquece e vem

Se tiver hora marcada esquece e vem

Vem!

Venha ver a madrugada e o sol que vem

Que uma noite não é nada, meu bem

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Pra que mentir

Finjir que perdoou

Tentar ficar amigos sem rancor

A emoção acabou

Que coicidência é o amor

A nossa música nunca mais tocou


Pra que usar de tanta educação

Pra destilar terceiras intenções

Desperdiçando o meu mel

Devagarzinho, flor em flor

Entre meus inimigos beija-flor


Eu protegi o teu nome por amor

Em um codinome Beija Flor

Não responda nunca meu amor

Pra qualquer um na rua Beija Flor


Que só eu que podia

Na sua orelha fria

Dizer segredos de liquidificador


Você sonhava acordado

Um jeito de não sentir dor

Prendia o choro e aguava o bom do amor

Prendia o choro e aguava o bom do amor






quarta-feira, 28 de julho de 2010

Hoje eu dormi com sua blusa pra sentir que ainda tenho vc por perto.

Hoje eu queria sentir mais uma vez o seu abraço apertado, ele sempre me confortava.

Hoje eu tentei sentir seu cheiro nas coisas que ficaram por aqui.

Hoje eu procurei suas mensagens e tentei me sentir como no começo.

Hoje eu tentei dormir, mas a cama incomodava e eu acordei a noite toda.


Acabou, caramba.

Pior que acabar, é acabar como acabou.

Dói muito ouvir certas verdades, dói muito se colocar no lugar do outro.

Dói muito saber que vc sabia desde o início e tentou fazer diferente.

Dói muito saber que o outro não vai te perdoar tão cedo.

Dói, dói, dói.



Hoje eu queria ouvir sua voz mais uma vez.

Hoje eu queria te acariciar mais uma vez.

Hoje eu queria beijar sua boca mais uma vez.

Hoje eu queria dizer que te quero bem mais uma vez.


Mas não da.

Acabou.




Jackie

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um silêncio absurdo nessa madrugada.

Apenas o andar dos ponteiros do relógio.

E eu me pergunto: e ai?

A vida é tudo isso e ao mesmo tempo esse nada sem explicação.

Que merda.

Era só disso que eu precisava? De mim mesma?

Essas coisas não me trazem felicidade alguma.

Eu quero me satisfazer com esse silêncio.

É como se a escuridão tivesse chegado ao fim.

Mas já? Eu gosto dela.

Eu quero ser feliz mais uma vez e isso só depende de mim!

Não quero fórmulas prontas, me dê as opções e eu decido o caminho.

Hoje já é um novo dia ou será uma nova noite?

De repente tudo é uma merda e mais de repente ainda tudo fica lindíssimo!

(Saudades de vcs)

Na boa, eu tenho que fazer valer a pena!



Jackie

domingo, 11 de julho de 2010

Por que as pessoas insistem em quere me tirar dessa insanidade que eu vivo?

Sim, pode parecer loucura, mas o meu mundo é lindo sim, ele é bem colorido!

Eu sei q não da pra acreditar mas eu não trabalho por R$, eu trabalho por satisfação pessoal, o R$ é consequência.

Sim, eu nao tenho medo de que tomem o meu lugar, eu confio em mim e sei ocupar meu espaço, sem invadir o dos outros. Não me sinto ameaçada.

Eu aposto na vida e nao tenho medo de mudanças, tenho medo de ficar parada, mas de mudar não. Um dia eu vivi sem 1 rela no bolso, hoje eu tenho condições de pagar um apto, se um dia eu ficar sem 1 rela de novo eu me adapto, o q nao vale é nao arriscar.

Prefiro mil vezes errar ao nao tentar. Eu casei qdo eu quis, eu me separei qdo eu quis. Amei qdo me deu na telha e qdo me deu vontade eu tb odiei. Hoje eu quero uma coisa, amanha ja vou querer outra q problema há nisso?

Talvez eu viva mais uns ciquenta anos, talvez eu morra ainda essa semana. O que vale é viver cada dia como se fosse o último. Não tenho medo da morte, sem ela a vida não teria graça. Ela é minha inspiração pra viver bem!

Eu confio nas pessoas. Eu tenho esperança. Parece mentira, mas não é. Eu sei q sou diferente, mas isso nao me incomoda, nao quero ser igual a massa.

O que vcs me falam eu deixo entra, aproveito o q for bom e o resto eu jogo fora. Eu dou ouvidos mais ao meu eu interior. Pq no final eu só tenho a mim mesmo. No fim a única coisa q tenho qdo deito no meu travesseiro é eu mesmo e é por isso q vou fazer assim como Elvis canta "My Way".

Vou errar e acertar e vai ser do meu jeito, vou amar e odiar e vai ser do meu jeito, vou sorrir e vou chorar e vai ser do meu jeito, vou cantar e me calar tb e vai ser do meu jeito, do meu jeito, do meu jeito...




Jackie

domingo, 30 de maio de 2010

O que é isso?

Por que um dia eu quero?

Por que no outro: "por favor não chegue perto de mim."?

Todo mundo no fundo é igual, eu pensava assim.

Mas então todo mundo é falso e esconde isso?

Ou será que eu que não sei conviver com essa loucura?

Desculpem todos minha sinceridade.

Não sei viver como a grande maioria vive:

Como se nada estivesse acontecendo.

Eu não sei o que fazer, eu não sei o que pensar.

Eu não sei quem eu sou e o que realmente quero.

Enquanto isso, por favor:

Deixe eu viver um dia de cada vez, assim fica mais fácil.



Jackie

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Sexta Feira a noite.



O silêncio do meu apto afastado da cidade.



Um friozinho convidativo.



Não estou sozinha.



Tenho Chet Baker comigo e meu copo cheio.



Na varando um vento gelado.



É nesses momentos que tudo vem à tona.



E como todo ser humano eu me pergunto sobre tudo.



Seria o sentido da vida apenas esse de viver mesmo?



Teria algum mistério, algum grande segredo escondido em algum lugar?



Nessas horas eu me descubro mais.



Não existe outro lugar que eu desejasse estar que não fosse em mim mesmo.



Há apenas uma vela acesa.



Não preciso de nenhuma luz mais do que isso.



Todas as luzes levam ao mesmo lugar.



Então essa amarela, calma e fraca me agrada mais.



Um saxofone no fundo.



O que eu preciso mais pra estar bem?



Eu me tenho.



Tenho a música.



Tenho meu copo.



E tenho a Luz.



Pra mim isso ja basta.



E se tudo isso não me for o suficiente.



Eu tenho Vinícius.



Tenho Ausência.



Tenho Soneto da Mulher Amada.



E mais do que isso.



Posso pensar em alguém agora.



Pensar com muito carinho.



E não bastasse isso,



Sei que tem alguém nesse mundo afora que pensa em mim.



Que isso me seja suficiente.



Meu Deus, que isso sempre me seja o suficiente.























Jackie

terça-feira, 11 de maio de 2010


Se eu amo?


Sei lá...


O que é o amor?


Vivi pouco demais pra saber o que sinto.


Se isso me incomoda?


Nem um pouco.


Vivo pra descubrir tudo que a vida tem pra me dar.


Cada momento o seu momento.


Exclusividade.


Inesquecível.


Intenso.


É assim que tem que ser toda vez.


Eterno enquanto durar.


Eu não devo explicação a ninguém.


Se me preocupo com o que pensam?


Nem um pouco.


Tem tanta coisa pra ser vivida.


Não quero ter tempo pra isso.





Jackie

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Tarde vazia...
Garoa....
Friozinho....
E a falta que vc me faz.


Não desejo uma vida daquelas impossível, tipo ferrari, duplex, Havaí...

Eu desejo o simples da vida , aquilo que realmente faz um ser humano feliz.

Quero aprender a ser feliz como a Dona Cacilda é.

Quero esquecer os números que não me interessam, como peso, altura e idade.

Quero ser uma amiga divertida e ficar perto só de gente divertida também, não quero ser contaminada pelos depressivos.

Quero aprender sobre tudo que me der vontade: música, fotografia, paisagismo, ballet, hip hop, artes plásticas, computador.

Quero aprender a apreciar cada vez mais as coisas pequenas. O por do sol, a chuva, a lua, o sorriso de uma criança, a história de um idoso, a cerveja com os amigos, o abraço de um carente.

Quero rir. Mas rir meeeeeeeeesmo, rir até faltar meu ar. Rir aquela risada escandalosa, que quem ta por perto fica até com vergonha, rs.

Mas também sei que vou chorar. E quero aprender a depois de chorar, ultrapassar as dificuldades e continuar, porque no final eu sei que só tenho a mim mesmo. E vencer sempre vai depender de mim.

Quero sempre estar rodeado das coisas que amo: a Joy, minha familia, meus amigos, minhas musicas, meus filmes, minhas fotografias.

Quero aprender a cuidar da minha saúde pra durar tempo suficiente pra fazer tudo isso ai em cima.

Viagens de culpa? Nem pensar! Quero viajar pra Chicago (Dê te amo), pra Fernando de Noronha, pra Fortaleza, pro Rio, pra Veneza (né Kedna?!), pro Morumbi que seja.

E finalmente, isso sim eu preciso aprender, a dizer que amo, sem medo! Porque talvez não exista amanhã para isso, então hoje eu preciso aprender a dizer que amo.

Portanto, agora é a hora. Amigos, amo todos vcs, aqueles que falo todo dia, aqueles que mal vejo, aqueles que nunca vi (existem viu, rs): EU AMO MUITO VOCÊ!


Denise, Érica, Kedna, Rih, Paulo, Leandro, Ingrid, Leandro 2, Gih, Nilson, Valdeco, Ismael, Manuele, Raul, Ozzy, Carol, Duh, Sérgio, André, Márcio, Henry, Joy, Juh, Junior, Talita, Elvis e claro, meu Preto: Amo muito todos vcs, já fazem parte da minha história!


Jackie Jackie

sexta-feira, 12 de março de 2010


Como é que isso tudo acontece?


Como é possível essa calmaria em meio a esse turbilhão que eu vivo?


Como é possível essa segurança em meio a todo esse vai e vem na minha vida?


Como é possível essa entrega em meio a todo o medo que me cerca?


Como é possível essa espera em meio a esse mundinho que eu vivo?


Como é possível me conformar apenas com a presença qdo eu poderia ter mais?


Como é possível essa mudança repentina em meio a tantas outras vontades?


No momento sem nenhuma resposta acima.
Mas, totalmente entregue, rs.



Jackie

segunda-feira, 8 de março de 2010


Seus olhos sao meigos de maneira que me trazem calmaria.
Seu sorriso me inspira a acreditar que dias melhores virao.
Eh impossivel estar ao seu lado e nao amar a vida.
Eh impossivel conhece-la e nao guarda-la no coracao.

Ja nao consigo pensar na vida sem voce por perto.
Ja nao consigo imaginar o que vai ser sem seu abraco.
Diga-me: o que farei? preciso muito do seu afeto.
Aqui dentro tem um mole coracao, acredite nao eh de aco.

Mas eu suporto essa dor imensa em troca deste teu sorriso.
Ja nao importa mais o que eu sinto, me basta ver-te contente
Menina antes com tantos medos e agora rumo ao desconhecidos.
Antes moca do rosto tao timido e agora mulher corajosa e diferente.

Voce estendera suas asas e voara ousadamente rumo ao desconhecido.
Eu fico aqui, com o peito doendo e o coracao quase parando de tao aflito.
Mas eu sei que o que existe entre nos nao ha distancia que mude.
O amor eh tao grande que nao acaba mesmo que eu lute.

Vai amor, vai e conquiste o mundo.
Mas nao se esqueca dessa velha amiga.
que por voce eh capaz de tudo.
Minha de, meu tesouro, sempre querida.

JACKIE JACKIE
20/02/2010

sábado, 6 de março de 2010

Realmente eu não sei onde quero chegar.

Na verdade eu nem sei se quero chegar a algum lugar.

Eu não sei o que eu quero pra amanhâ.

Muito menos saberei o que eu quero pra daqui uns anos.

Mas, não é de tudo que eu não sei.

Sei de algumas coisas que eu quero:

Quero ser o mais feliz e por mais tempo ue seja possível a mim mesma.

Quero aproveitar a primeira oportunidade, porque, como diz Renato Russo:

"A primeira vez, sempre a última chance."

Quero ir de um extremo ao outro nos meu sentimentos e nas minhas possibilidades.

Quero aproveitar cada carinho que eu receber.

E dizer cada Te amo que me der vontade.

Quero viver um amor que dure tempo o suficiente para ser inesquecível.

Quero curtir e rir muito com meus amigos mesmo que isso me custe um mês te trabalho.

Quero fazer as pessoas que amo feliz! Começando pela Joy, meu maior tesouro.

Quero gritar pra estravazar, a 160 kmh na marginal.

Quero viver cada dia como se fosse o último.

Quero sentir que valeu a pena viver qdo estiver morrendo.

Quero sempre estar cercada de pessoas totalmente humanas, simples e verdadeiras.

Quero a verdade sempre, mesmo que doa.

Quero cuidar dos meus pais qdo eles estiverem velhinhos.

Quero ter amigos sempre seja aqui ou lá em Chicago.

Quero sempre querer tudo isso e não desejar nada fútil!



Jackie

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


A palavra solidão expressa

a dor de estar sozinho,

e a palavra solitude,

a glória de estar só.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Mais uma vez ele me achou...



eu me escondi tanto dele...



eu o evitei mas ele me seguiu cuidadosamente



e esperou o momento exato do bote.





E mais uma vez



ao invés de me proporcionar aquela alegria dos românticos apaixonados,



ele me trouxe aquela solidão dos românticos platônicos.





Mais uma vez ele me deu uma rasteira



e me deixou no chão, jogada, sem direção.





Me digam: Pra que?




Pra que raios eu tenho que viver isso?





Para sofrer um dos maiores dos sofrimentos?





Ah, vida miserável!



Essa vida da qual não consigo me livrar!



Miserável esse humano que não consigo evitar!





Agora penso que tudo é em vão.



Agora penso que não há uma verdade que eu posso me apoiar.



Agora penso que a felicidade é vivida cada dia.



Agora já não quero mais o comum.



Eu anseio por viver o que ainda não vivi.



E experimentar o que ainda não experimentei.





Eu vou errar qtas vezes forem necessários.



E acertar sempre que der.



(Se é que existe certo e errado).





Não espero nada de ninguém.



Espero qualquer coisa de qualquer um.





Ontem eu estava vulnerável.



Hoje me sinto firme.





Olhar para o abismo...



Para então me encontrar...











Jackie










sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita",
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real,
exaltando suas qualidades,
mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo,
quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser."
Mário Quintana

Volto aqui com a mesma sensação angustiante de antes.


Penso na vida, penso em tudo que me cerca e chego a conclusão que tudo é vão.


Não existe o caminho da felicidade, existe momentos felizes.


Não existe algo que realmente valha a pena, tudo passa.


Não existe mais ninguém com você, no final só se tem a você mesmo.


Não existe um céu me esperando, existe essa vida e ela tem que valer a pena.


Talvez eu comece tudo de novo, talvez eu continue da onde eu parei.


Talvez a tristeza me consuma até os fins dos dias.


Talvez a alegria retorne tão intensa como antes.


Não há fórmulas prontas para nada, e se existem, por favor, não as quero.


Espero viver cada momento de uma maneira intensa.


Inclusive este meu negro momento.



Jackie


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Encontro-me perdida dentro de mim mesmo.

Uma sensação por mim nunca experimentada.

A confusão de tudo é que causa esse resultado.

Não há um chão para eu pisar, não há um caminho para eu percorrer.

Hoje não sei quem eu sou e nem onde quero chegar.

Talvez, só talvez alguém poderia me tirar disso.

Uma solidão, uma dor no peito, um mal estar, um cansaço absurdo e uma enorem tristeza.

Já não me reconheço. Isso é possível?

Perderei pessoas queridas.

Aceitei esse sentimento.

Dias trabalhando.

Cabeça cheia.

Tudo isso dentro de mim é um nada absurdo.

Loucura, insensatez, solidão.

Meu coração chora!

Amanhã é um novo dia...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

* Isso aqui do lado significa que você esteve aqui.*
*Não importa o tempo que dure, mas a intensidade em que se vive.*
*Amigos são amigos mesmo quando não querem ser.*
* Perder sua amizade é como não ter um pedaço de mim.*
*Não me esqueça, não deixe isso acabar.*
*Come on baby, light my fire.*
*Talvez, só talvez, seja agora o momento que tudo mude.*
*Deus, tu és e sempre serás o amigo de sempre.*
*Nem mesmo a distância separa nossos corações.* (Te amo De e André)
*Só quero me arrepender daquilo que não fiz.*
*Curta a vida a cada momento como se fosse o último.*
*Chegar lá aonde? Qual o objetivo?*
*Eu não quero pensar duas vezes. Vamos apenas viver?*
*É ridículo eu sei, mas é a verdade. Fazer o que?*
*Ah, ah, burning love.*
(Isso tudo é minha mente num momento chamado agora)
Jackie

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010


Acabaram de me perguntar: o que é razão?

Eu não consegui responder, nunca pensei nisso pra falar a verdade.

Talvez razão seja aquela parte de mim que me diz que eu não posso errar.

E emoção é aquela que diz: "Há de ser tudo da lei".

Quem sabe a razão é aquela que tenta manter meus pés firmes no chão.

Enquanto a emoção é o balão que quer me levar aos ares.






A razão me fez voltar sozinha novamente, mas a emoção fez-me apaixonar-se.

Apaixonar-se mais uma vez, novamente pelas mesmas pessoas: meus amigos.

Uma semana é tempo suficiente para viver uma infinidade de coisas que nunca se viveu.

A vida é marcada por estes momentos.

Os momentos em que me faltou razão e eu perdi o fôlego.

Ainda não vivi tudo que me está reservado, mas já vivi quase tudo que me apareceu na frente.

Existem poucas coisas que me arrependo de não ter feito.

Normalmente eu enfio a cara e vou.

É uma mistura de razão com emoção. São escolhas pensadas e decididas.

Este último mês foi um dos melhores da minha vida:

Vivi sensações que nunca tinha vivido, amei como nunca tinha amado.

Conhecei pessoas que pensam diferente de mim.

Vi coisas e lugares simplesmente surpreendentes.

Tirei o máximo de proveito, eu escolhi isso.


Ser feliz é uma escolha que se faz diariamente, uma escolha que se faz a cada momento.

Eu escolho ser feliz, porque na vida o que realmente importa é isso!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009


Eu não quero que isso aconteça agora.


O meu mundo está ótimo do jeito que ele está.


"Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz".


Mas... se tiver que acontecer, que aconteça.


Mas, que seja intenso, único e inesquecível!


Que me faça sentir coisas que não senti ainda!


Que me faça ir a lugares que não fui ainda!


Que me faça perder o fôlego!


E rir. Sim que me faça rir muito!


Afinal, pra mim, o que importa é ser feliz!



Jackie

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eu sei que suas intenções não são más, mas não entre na minha vida agora.

Por favor, não venha me confundir.

A minha vida está tão perfeita, estou tão feliz.

Não vou deixar você estragar tudo agora.

Eu sei o que eu quero e vivo em prol disso.

Porém, é claro que você é sempre bem vindo, rs.


Jackie

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009


A liberdade vai muito mais além do que só fazer o que quiser ou beijar quem quiser.



A liberdade está na intensidade de alegria que se senti ao usá-la.



Use sua liberdade de forma com que ela seja válida.





Gisele Letisse

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


A vida é muito simples. Basta a cada dia vive-la e estar atento a todas as oportunidades.
Se sonhar, sonhe com sonhos possíveis e lógicos.
Se ganhar, curta cada momento e divida com amigos.
Se perder, respire fundo, veja onde errou, veja o que aprendeu e pense se vale a pena.
Se amar, espere um pouco, pouquíssimas pessoas diferem paixão de amor. Faça parte desse grupo.
Parte da fórmula Henrique de ser. Sempre que não a cumpro acabo me ferrando.
Pode parecer medíocre, mas tenho pouquíssimas decepções na minha vida.
Adoro pensar que tenho razão. mesmo achando que nem sempre... rs
Melhor do que quem sempre arrisca.
Aos poucos construo uma base onde não há espaço pra desabar... pode ser que demore pra chegar lá.
Mas é um caminho 100% sólido.
Odeio o ditado QUEM NÃO ARRISCA NÃO PETISCA.
Agora que tem VISÃO esse enxerga o futuro.
Destino? EU o construo.


Henry



Concordo e discordo ao mesmo tempo com suas colocações. Entendo que é o seu jeito Henrique de ser e eu respeito muito isso.
Mas eu como eu sei que você gosta de um debate, então vai lá minha opinião, RS.

Realmente a vida é muito, muito, muito simples. E ela ta ai, é só a gente enfiar a cara e viver. Aproveitar as oportunidades. Uma vez li um texto sobre as portas que nos aparece, se abrimos podemos encontrar tanta coisa, boa ou ruim, se não abrimos nunca saberemos. Eu normalmente prefiro abrir, rs.

Sonhe! Se sonhar nada... sonhe, sonhe e sonhe. E sonho já é pra isso pra sonhar, nada de possibilidades e lógicas, sonho já é sonho pra isso.

Curtir o momento e dividir com os amigos. Nossa, essa é a melhor, curtir as coisas com os amigos. Amigos eu não suportaria viver sem eles!

Pensar onde errou é importante mesmo, respirar fundo, aprender isso é necessário. Traz equilíbrio a alma.

Se amar, entregue-se. Amor só é uma ou duas vezes na vida, o resto é paixão. E enquanto vc não conseguir diferenciar se é amor ou paixão, viva cada momento com intensidade, como se fosse durar a vida toda. E qdo vc perceber q esta amando, cuide bem do seu amor, cuide mesmo, pra q ele não va embora.

Agora sobre construir uma base é essencial, uma base construída na verdade é melhor ainda. Mas construir essa base não significa não ter riscos. E os riscos deixam a vida muito mais saborosa. Não sabemos o q nos esperamos, isso é tal estimulante. Planeje-se, mas se não ter certo não se frustre. Se você errar (e é claro que vai errar) comece de novo. Dê um jeito de se livrar da culpa, é um dos piores sentimentos.

Se eu acredito no destino? Não... eu construo meu destino, mesmo qdo eu não posso evitar alguns fatos, posso resolver a minha reação e isso me faz dona do meu destino.


Jackie

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Deus me perdoe!

Eu jamais pensei que chegaria nesse ponto. Eu pensei que com o mundo todo isso pudesse acontecer, menos comigo.

Tu não tens nada, nada a ver com isso. Somos nós. Seres que complicam tanto as coisas.

O fato é: estou de saco cheio da igreja. Se disso depender meu futuro, estou ferrada. Não suporto mais o fato de nos ensinar a sinceridade, a autenticidade e dentro da própria igreja as pessoas viverem uma falsidade. Nós dizemos querer te copiar, mas vivemos dentro de uma bolah com sorrisos falsos e choros presos.

Desculpe Deus, eu sei que vivi durante anos nesse esquema, eu não culpo as pessoas, eu as compreendo. Mas... isso me irrita profundamente. Me irrita a falsidade que as pessoas vivem e me empurram a viver.

Eu acredito que o imortante é ser feliz! E eu vou atrás disso. Eu desejo ser feliz!

Essas pessoa estão me inojando, meu estômago reclama, se contorce. Estou de saco cheio. Quero um mundo livre, quero pessoas autenticas perto de mim. Quero pessoas que busquem uma vida que realmente lhes dê prazer.

Então Deus, sinto muito. Perdoe-me mesmo, mas não acretido que exista solução para isso.

Enquanto insistirmos em transparecer algo que não somos nosso destino será esse.

Enquanto corrermos atrás de aparências a convenção chamada igreja está falida.

Eu não sou melhor do que ninguém, ainda tenho minhas máscaras.

Hoje entendo alumas coisas... perdoar não é difícil, esquecer jamais.

Enquanto isso bate e rebate dentro de mim. Eu naõ sei o que fazer, se me afasto, se me aproximo.

Eu não quero um mundo colorido, só queria um mundo autêntico, só queria um mundo onde não tivesse que me esconder, um mundo onde pudesse mostrar o que realmente sou.

O mundo talvez seja querer demais, mas se pelo menos a igreja conseguisse tal façanha já seria um adianto.

Deus, mais uma vez suplico sua compreensão, não te vejo como um Deus falso, então não quero ser falsa. Se tu mesmo não tiveste medo e vergonha de nos dizer que sentia falta de amor, que se sentia carente de relacionamento, quem sou eu pra achar que o melhor é não ser autêntico.

Leitores me perdoem, abri aqui meu coração.



Jackie



PS. Ah, Deus, esqueci de falar, isso não muda nada entre a gente. Não altera nosso relacionamento. Eu te amo e isso é certo! Anseio por compartilhar todas as minhas experiências contigo.

sábado, 14 de novembro de 2009


SE EU PUDESSE
Danuza Leão



Acordei hoje pensando que, se eu pudesse, mudava minha vida toda; não que ele esteja ruim, mas só para ver que ela poderia ser diferente.



Me desfaria de muitas coisas: da minha casa e de quase todas as roupas. Afinal, quem precisa de mais de dois pares de sapato, dois jeans, quatro camisetas e dois suéteres, sobretudo quando está mudando de vida?



Se eu tivesse jóias, enterrava todas elas na areia da praia para que um dia alguém enfiasse a mão na areia, brincando e tivesse a felicidade de encontrar um colar de brilhantes.



Seria lindo, não? Das garrafas de champanhe guardadas cuidadosamente na horizontal, daria para abrir mão, sem nenhum remorso; champanhe, além de engordar, não passa de um espumante metido a alguma coisa e nem barato dá, de tão fraquinho que é.



Dos vinhos, mais fácil ainda. É um tal problema ter vinhos em casa, abrir a garrafa e descobrir que viraram vinagre, que se acaba chegando a conclusão de que nada melhor do que uma boa vodca, com a qual sempre se pode contar.





E as amizades? Aliás, as amizades não: as relações. Ah, se tivesse coragem rasgava o caderno de telefones e fazia outro, só com nome das pessoas que estão guardadas dentro do coração. Aliás, para essas nem precisaria de agenda.



Se, pudesse, seria vegetariana, passaria as noites em claro e teria muito amor por todos os bichos e pelas crianças. Mas como não gosto de bichos (só de gatos) e não tenho nenhuma paciência com crianças, a não ser as minhas, vou ter que atravessar a vida levando essa pesadíssima cruz; afinal, ficou combinado que de certas coisas não se pode não gostar, e se não gostar, não se pode dizer.



Se pudesse, me transformaria numa pessoa sem passado e sem futuro; iria para um lugar esquisito onde não entenderia a lingua do povo, ninguém entenderia a minha e ninguém conseguiria me fazer sofrer, pois a capacidade de sofrer é um bem pessoal e intransferível.



Seríamos todos, assumidamente, estranhos, como somos no edifício onde moramos, no local de trabalha, dentro da nossa própria família. Ou você pensa que as pessoas se conhecem só porque se telefonam e jantam juntas?



Se eu pudesse, acordaria hoje de madrugada e sairia descalça, só com um casaco em cima da pele, e iria molhar os pés na água do mar, sozinha. E depois ia tomar café num botequim, em pé, como fazem os homens.



Se eu pudesse, faria uma linda fogueira com meus casacos de pele para saber como vivem os que não têm, nunca tiveram nem nunca vão ter nenhum. E aproveitando o embalo, cortaria os fios de telefone, jogaria o celular na tela da televisão e o computador pela janela.



Se eu pudesse, rasparia a cabeça, fumaria dois cigarros ao mesmo tempo e tomaria vodca dupla, sem gelo, num copo de geléia. E pegaria uma tesourinha para picar os talões de cheques, cortar os cartões de crédito, carteira de indentidade, o CPF e o passaporte, sem pensar um só instante nas consequências, e sem um pingo de medo do futuro. E jogaria no lixo meus lencóis, meus travesseiros de pluma, meu edredom, e engoliria minhas pestanas postiças, só para aprender que a vida não é isso.



Se eu pudesse, esqueceria do meu nome, do meu passado e da minha história, e iria ser ninguém.



Ninguém.



Pois é, tem dias que a gente acorda assim; mas passa.














sábado, 7 de novembro de 2009


O amor não é dono de si. O amor não escolhe nada;


Não escolhe ao menos os pares certos para se amarem.


Talvez a vida tenha que realmente ser assim, pois desde que eu me conheço por gente que eu vivencio isso.


Quantas vezes eu ja vi e vivi casos que não havia uma correspondencia no amor.


Alguém me disse que amor é uma escolha.


O amor Ágape pode até ser.


Mas o amor entre homem e mulher é totalmente acidental e sem controle.


O amor não tem regras de tempo e espaço pra acontecer.


É possível se dormir amando e acordar odiando.


É possível sim estar 50 anos juntos e totalmente apaixonados.


No quesito amor tudo é possível e nada é proibido.


Quem por mais tempo não é maior do que quem ama por uma noite.


Não adianta fingirmos que não será assim...


Porque é isso e nunca mudará.


E nesta área eu prefro a verdade SEMPRE.


Não queri estar com alguém sem amar.


Não quero que estejam comigo se amor.


Prefiro sofrer horrores a ter alguém do meu lado que não queria estar aqui.


E você ainda quer continuar sendo enganada?





Jackie